segunda-feira, 16 de março de 2009

PIERRE CARDIN

Criativo, polêmico e introdutor de novos conceitos.

Veneza, em 7 de Julho de 1922, é o berço de Pierre Cardin, que vai para Paris estudar arquitetura em 1945. Em 1947 se torna o chefe da casa de trabalhos dos alfaiates de Christian Dior e funda sua própria casa em 1950, começando com alta costura.
Cardin ficou conhecido por seu estilo de vanguarda e por seus trabalhos da Era Espacial. Ele prefere formatos e motivos geométricos, freqüentemente ignorando a forma feminina.

A década de 60 é marcada por uma explosão de juventude, pela liberação feminina, a mini-saia, o Rock’n Roll, cabelos longos, psicodelia, comunicações de massa. É também a era da corrida espacial. Com a chegada do homem à lua, o futurismo é tema de inúmeras coleções, incorporando à moda vestidos retos e estampas geométricas.

Pierre Cardin trouxe para suas roupas elementos ultramodernos, condizentes com a onda da conquista espacial. Fascinado pela exploração interplanetária, assunto presente em jornais, minisséries e filmes, criou sua coleção de 1965. Combinou o preto com cores vibrantes, deu vida a meias calças e seus chapéus eram arredondados, lembrando capacetes cosmonautas.

Courrèges e Paco Rabanne também acompanharam a onda futurista. Ambos estilistas revolucionaram a alta costura na década de 60, com matérias primas inusitadas como plásticos e metais.

Observamos de perto os constantes avanços tecnológicos e as possibilidades ilimitadas provenientes deles. Ao mesmo passo percebemos o quanto são obsoletos e se tornam ultrapassados em tão pouco tempo. Essas mudanças acontecem todos os dias, e o homem precisa adaptar-se a elas freqüentemente. É sobre este aspecto que iremos trabalhar no tidir: o futurismo e a corrida do homem em relação a tudo que acontece hoje, como Pierre pensava e pensa sobre o tempo.

domingo, 15 de março de 2009


Será que o futuro está tão distante quanto pensamos, ou está tão próximo que não conseguimos perceber? O “Manifesto Futurista”, publicado em 1909, já adiantava as condições sob as quais vivemos hoje. Velocidade, dinamismo, aspectos mecânicos, tudo isso faz parte de um conjunto de características do mundo atual. Mas nós, seres humanos, estamos aptos a viver nessa estrutura?

A troca de informações hoje se faz em fluxo tão intenso que não é preciso mais esperar tanto tempo para que movimentos e ideais tomem proporções globais e sejam aderidos. O homem tem conseguido alcançar e realizar feitos jamais imaginados. A robótica, as engenharias e a preocupação com o meio ambiente têm o intuito de preservar o ser humano e protegê-lo de quais quer situações de risco.

A questão é: estamos nos tornando individualistas? Sem pensar em máquinas, mas voltando o foco para o homem, como seremos daqui a 100, 200, 500 anos? Hoje já somos capazes prevenir doenças com o estudo dos genes, substituir partes do corpo que foram perdidas por próteses, congelarmos embriões para serem utilizados futuramente. Tentaremos abordar neste trabalho questões humanas que nos levam ao individualismo e a alto suficiência.

Como referência teremos Yves Saint Laurent. Sempre à frente de seu tempo, ele usava a moda para transmitir a mensagem do que estava por vir com base nos acontecimentos mundiais. Um dos maiores estilistas do século passado, revolucionou ao ofertar às mulheres a proposta de um trage andrógeno sem perder a feminilidade. À vestimenta foi conferido o nome de “Le Smoking”, o famoso terninho feminino

Com um estilista de vanguarda como referência ,o “Le Smoking” como base, o futurismo como tema e o individualismo como foco, iremos interagir tais aspectos e transformá-los em moda que além de conceitual, pode e deve ser vestida.


Viver sozinho fuga ou opção?

Nos dias de hoje, vem surgindo um ser humano mais independente e mais auto-suficiente e isso leva a transformações na maneira de encarar o viver a dois, os vínculos e as relações familiares.

As pessoas estão se habituando, cada vez mais, a estar sozinhas: ouvem música em seus headphones, ficam menos tempo à volta da mesa com os familiares, pois existem os congelados e o microondas para facilitar os diferentes horários da casa, passam horas em seus computadores e é comum cada pessoa da família ter em seu quarto, um vídeo acoplado ao seu aparelho de televisão próprio.

Além do hábito, portanto, aparece a necessidade de se tornar mais independente e, mais que isto, o prazer de estar sozinho diminuindo bastante a disponibilidade em fazer concessões, formar novos vínculos.

Anteriormente, as concessões eram fundamentais nos relacionamentos pois ninguém se imaginava vivendo só. Pagava-se qualquer preço para se ter alguém, sujeitava-se a qualquer tipo de relação. Para as mulheres, principalmente, a idéia de estar sem um homem ao lado, sem um companheiro, para ampará-la, protegê-la, era insuportável, até mesmo sinal de fracasso!

Hoje, a mulher trabalha fora, é independente, bem-sucedida e menos vulnerável a estes sentimentos. Hoje, a mulher é capaz de manter o casamento e, paralelamente, criar seus filhos sem tanta necessidade de um homem para garantir-lhe a sobrevivência emocional e financeira
.


Bibliografia::http://74.125.47.132/search?q=cache:KKL0rmpaosoJ:www.gforum.tv/board/625/44054/viver-sozinho-opcao-ou-fuga.html+viver+sozinho+fuga&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br



sexta-feira, 13 de março de 2009


Sem um título definido, mas com um bom embasamento teórico iniciamos nosso trabalho. A estilista pré-selecionada do grupo é Madeleine Vionnet, francesa, inventora do corte em viés, dos drapeados e da técnica Moulage, libertou a mulher do espartilho, deu-lhe leveza ao acompanhar as curvas do corpo com a fluidez do movimento. Seu trabalho era preciso, equilibrado e atemporal.


Com o tema Futurismo ontem e hoje, surgiu a ideia de utilizar elementos presentes no Futurismo, e outros que o extrapolam. São três temas chaves: Metareciclagem (lixo eletrônico), Nuno Ramos (artista plástico) e o filme Wall-E (animação sobre um robô).



Metareciclagem.

É sobre aqueles projetos que ninguém de onde surgiu mas que tem uma proposta interessante de dar utilidade para todo o lixo eletrônico que é produzido, seja como computadores, ou cafeteiras, ou celulares ou qualquer tipo de utensílio eletrônico. A partir desse lixo pode-se produzir novas peças eletrônicas ou não, extrai-se materiais preciosos como ouro, prata, cobre dentre outros.


Nuno Ramos.

Nascido em São Paulo capital, artista plástico contemporâneo,  sempre vanguardista suas obras expressam algo de essencialmente verdadeiro que não pode ser alcançado por outros caminhos. Muitas vezes transita em sentidos quase opostos, suas obras não falam, mas algumas delas tem vida, mas uma vida completamente alheia. Utiliza uma combinação de materiais inusitados, maioria deles encontrados no lixo ou fósseis, dent

re outros.




Wall-E

Filme de animação sobre a história de um robô que foi deixado na Terra para limpar o lixo produzido pelo ser humano.



Inspirado nesses três temas será elaborado um look completo, mesclando a leveza, sutileza e requinte da alta costura de Madeleine Vionnet com o caos do lixo eletrônico e tudo a ele relacionado.  


quinta-feira, 12 de março de 2009

“Preservar é um consumo necessário"

Através de um conjunto de pesquisas chegou-se ao resultado da escolha do tema para o desenvolvimento do tidir IV. A pesquisa se trata de uma estilista ao qual nosso trabalho deve seguir o segmento e do tema Futurismo ontem e hoje.
A estilista proposta é a Jeanne Lanvin que nasceu em 1867 e morreu em 1946. Nascida na França foi aprendiz de costureira e de chapeleira, profissão da qual foi inserida no ramo da moda em 1890. Mas ficou conhecida mesmo quando produzindo roupas para sua irmã mais nova e, depois, para sua filhinha atraíram a atenção das clientes que Jeanne criou cópias e lançou linhas novas, vendendo-as em sua loja. No século XX com os pedidos de mulheres jovens cada vez mais freqüentes fizeram com que abrisse uma casa de alta-costura que oferecesse trajes de mãe e filha combinando. Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, criou seus famosos robes de style, baseados em modelos setecentistas que permaneceram ate a década de 20. Desenhou também vestidos românticos, inspirados em formas vitorianas suavizadas e generosamente adornado com bordados. Época ao qual foi escolhida por se tratar do auge da estilista. Hoje a marca é assinada por Alber Elbaz que retomo a identidade da marca.
Para a realização do trabalho era necessária a realização de outra pesquisa, a do tema. O tema proposto é “Futurismo ontem e hoje”. Futurismo é o movimento que exaltava o futuro e sobretudo a velocidade, que passou a ser conhecida e admirada com o advento da mecanização nas industrias e com a crescente complexidade social que ganharam os grandes centros urbanos. Exemplo desses princípios são a peça em bronze Formas únicas de continuidade no espaço, do escultor Umberto Boccioni, e a tela Velocidade abstrata – o carro passou, do pintor Giacomo Balla.
E por fim o tema proposto pelo grupo: Meio ambiente. Definição: Meio ambiente é o conjunto de forças e condições que cercam e influenciam os
seres vivos e as coisas em geral. Assim ao pensar em meio ambiente pensamos em tudo que circunda a nossa vida, o ar, a rua em que moramos, as arvores, enfim a diversas formar que o ambiente se qualifica (Meio-ambiente natural , Meio-ambiente artificial e Meio-ambiente cultural).
O conceito de Lanvin aliado aos temas Futurismo ontem e hoje e Meio ambiente teceremos um projeto com a construção de uma micro-coleção e a confecção de um look completo.